iOS 26.2.1 chega com suporte ao novo AirTag, enquanto versão beta do 26.3 revela recurso de privacidade restrito
A Apple surpreendeu os usuários com o lançamento imediato do iOS 26.2.1, contrariando as expectativas de quem aguardava diretamente a versão 26.3. Embora atualizações com numeração “menor” geralmente sejam reservadas para correções de bugs, desta vez a gigante de Cupertino incluiu suporte a novos hardwares e preparou o terreno para futuras funcionalidades de privacidade que, curiosamente, nem todos poderão usar.
O que há de novo no iOS 26.2.1
Disponível desde o dia 26 de janeiro, o iOS 26.2.1 foca principalmente na compatibilidade com o recém-lançado AirTag de segunda geração. Diferente do padrão da empresa, que costuma guardar novidades palpáveis para atualizações maiores (como iOS 26.2 ou 26.3), este update traz recursos essenciais para o funcionamento do novo rastreador.
O download gira em torno de 839 MB para usuários do iPhone 17 Pro Max e a instalação é rápida, levando menos de 10 minutos na maioria dos casos. É importante notar que a atualização contempla todos os modelos a partir do iPhone 11, incluindo as versões SE de segunda e terceira gerações.
Um detalhe técnico que chama a atenção é a ausência de correções de segurança (CVEs). A própria Apple confirmou em sua documentação que o pacote não traz patches de vulnerabilidades, focando exclusivamente em ajustes de bugs e no suporte ao novo acessório. Para quem ainda está no ecossistema do iOS 18 (como usuários de iPhone XS e XR), a empresa liberou paralelamente o iOS 18.7.4.
As melhorias do AirTag 2
A grande estrela dessa atualização é, sem dúvida, o suporte ao AirTag 2. O dispositivo chega com um chip de Banda Ultralarga (Ultra Wideband) de segunda geração, prometendo um alcance significativamente maior para a Busca Precisa. Além disso, o alto-falante está 50% mais potente e emite um som novo, facilitando a localização de objetos perdidos.
Outra mudança bem-vinda é a compatibilidade com baterias que possuem revestimento de segurança para crianças, algo que o modelo original não suportava bem. Contudo, nem tudo são flores: a funcionalidade aprimorada de Busca Precisa depende de chips UWB mais recentes. Isso significa que, embora o AirTag 2 funcione em iPhones mais antigos, o recurso de localização exata com alcance estendido só estará disponível para quem possui um iPhone 15 ou superior (incluindo toda a linha 16 e 17, além do iPhone Air). Usuários de modelos anteriores ou do iPhone 16e terão uma experiência similar à da primeira geração do rastreador.
O futuro próximo: iOS 26.3 e a privacidade seletiva
Enquanto os usuários atualizam seus aparelhos para a versão 26.2.1, a Apple já começou a liberar as versões beta do iOS 26.3, que trazem um recurso intrigante chamado “Limitar Localização Precisa”. A ideia é permitir que o usuário restrinja os dados de localização enviados à operadora de telefonia.
Com essa função ativada, a rede celular recebe apenas uma localização aproximada — como o bairro onde você está, em vez do endereço exato da rua. A Apple garante que isso não afeta a qualidade do sinal nem o uso diário, tampouco interfere nos serviços de emergência ou no compartilhamento de localização com familiares via o app Buscar.
Exclusividade técnica gera fragmentação
O ponto polêmico do iOS 26.3 é que essa nova camada de privacidade exige hardware específico. O recurso depende dos modems C1 ou C1X da própria Apple. Na prática, isso exclui até mesmo alguns dos iPhones mais recentes. No lançamento, a função estará restrita ao iPhone Air, iPhone 16e e à versão celular do iPad Pro M5.
Além da barreira de hardware, há a dependência das operadoras. Nos Estados Unidos, a Boost Mobile será a primeira a suportar a novidade. Embora existam operadoras compatíveis na Alemanha, Tailândia e Reino Unido, apenas seis empresas ao redor do mundo confirmaram suporte até o momento. Resta saber se a Apple conseguirá expandir essa funcionalidade para outros dispositivos e se mais operadoras irão aderir à tecnologia nos próximos meses.