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Publicada em: 27 de julho de 2006
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ITAPECURU QUE DE CAMINHO DE PEDRAS MIÚDAS TEM SE TRANSFORMADO NUMA ROCHA ATRAVÉS DA LUTA DE SEU POVO

Hoje a cidade amanheceu mais alegre e o dia-a-dia de seus habitantes sai da rotina para externar o garbo, orgulho e amor que sentem por Itapecuru.- Mirim. Itapecuru que dizer pedra miúda, se bem que representa para o Maranhão uma grande rocha que impulsiona o progresso não somente da cidade, mas de tantos outros municípios que se influenciam mutuamente, numa troca salutar de atividades que vão desde experiências na agricultura ao conhecimento formal e didático por meio da inteligência de homens da estatura intelectual de Gomes de Sousa, Benedito Buzar e o professor Ferraz (um dos nossos homenageados), magnitudes da terra boa, que ao longo de suas vidas dedicam e se dedicaram ao saber mais para socializar com sua gente.

Com a imensidão da gravura de seus poetas, com o contemplar de sol, que é único, com um pouco da paixão de teus moradores, estamos como guardiões dessa cidade, somente abrindo as com-portas para quem quer ajudar a construir uma comunidade justa, ordeira, pacífica e que tenha como centro das atenções, o próprio homem em seu local. Por isso é que nos esforçamos para a cada edição trazer o melhor para os filhos de Itapecuru, não com a pretensão de ler a cidade para eles, mas de enxergar ângulos e apontar soluções para que as autoridades sintam-se ainda mais na responsabilidade de possibilitar que todos vivam felizes na cidade que escolheram para constituir laços afetivos, quer seja de família, no rol dos amigos e que se despojem de solidariedade nas suas relações com seus semelhantes.

O aniversário de Itapecuru é para o nosso Jornal que se constitui, também como patrimônio da cidade, é uma felicidade só. Igualmente à nossa extrema alegria de superarmos nossos desafios a cada nova edição. Não temos dúvidas da nossa direção rumo a todos os 217 municípios do Maranhão, assim temos certeza da nossa matriz: Itapecuru é nossa fonte, na qual perscrutamos a história de tantos homens bravos que apaixonados pela cidade também contribuíram par sua liberdade e maturidade. São 136 anos de emancipação que serão certamente computados nos anais da história conteporânea do Maranhão. São 113 edições do Jornal de Itapecuru que com 16 anos de cobertura e vida independente constituindo-se nos olhos e ouvidos do Maranhão, centrando-se no dia-a-dia desse céu estrelado de amor. Amor por ela: pela cidade de Itapecuru e pelo Maranhão. Há exatos 136 anos, a Assembléia Provincial do Maranhão, criada em função do Ato Adicional de 12 de agosto de 1834, votou e aprovou a Lei 919, de 21 de julho de 1870, que elevou a vila de Itapecuru-Mirim à categoria de cidade. Antes de ser cidade, Itapecuru era chamada de Arraial da Feira, nome primitivo da povoação, e depois transformada em vila de Itapecuru. As ações para a fundação desta vila começaram em 17 de novembro de 1751, quando o governador Luiz de Vasconcelos Lobo numa carta ao rei D. José pedindo a concessão de uma vila.

Vamos deixar a história para quem vive e conta na sua autêntica historicidade. Nos ateremos agora, à reflexão de uma das eleições mais importantes do Brasil que, com raríssimas exceções nos deparamos com o real interesse do Ministério Público eleitoral e demais órgãos da justiça em coibir e punir aqueles que se lambuzam com o poder e fazem dele apenas um agente transmissor de males que caso ainda perdurem serão dizimados, quando de raças, mas de culturas, uma vez que muitas de suas práticas também são etinocidas. Itapecuru, por exemplo, contribuirá para o processo eleitoral confirmando ou negando os políticos, cerca 32 mil eleitores, uma boa quantia que com certeza influenciará no cenário político do Estado.

Perdemos a Copa do Mundo, mas não podemos perder a esperança de alcançarmos justiça social para a nossa gente. Quando os portugueses e outros europeus chegaram ao Brasil, queriam salvar quem não tinha doença, nem mesmo as sociais; agora é preciso salvar uma legião de maranhenses que não têm perspectivas de vida e muito menos de participar do processo social. Ainda temos muito indicadores desastrosos que não nos permitem nos orgulhar de nossos gestores. Mas lutar é preciso!

Esta é mais uma viagem que o Jornal de Itapecuru faz e que tem o ponto de partida na sua cidade natal e converge a ela mesma com todos os seus tripulantes batendo palmas como sinal de apreço e amor pela sua vida, Trata-se de 136 anos livres.


© 2005 - 2006 Jornal de Itapecuru
R. Dr. Salomao Fiquene, 59 - Itapecuru Mirim - MA - 65000-000
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Inclusão: 27/07/2006