Maranhão e o sotaque cultural das festas mais animadas do BrasilO Portal do Itapecuru está mostrando para o mundo o que os maranhenses souberam em primeira mão: que estudar vale a pena e que o reconhecimento de quem se aproxima dos livros em busca do saber, conquista vitórias pelo mérito. É o caso da brasileira Alaíne Damas Sousa, da cidade de Presidente Vargas, região do Itapecuru. Ela está sendo vista pelo mundo inteiro por meio do Jornal de Itapecuru que, não só publicou na edição impressa, mas disponibilizou todas as informações na Internet por meio de seu site: www.jornaldeitapecuru.com.br. Esse é um feito que aumenta nossa estima e massageia nosso ego de cidadãos do Maranhão. Estado que, geralmente é lembrado pela grande mídia, quando algum fato muito negativo assola seu povo. Agora, descrevendo a sua própria história, Alaíne está presente na memória dos brasileiros como uma cidadã que é de fato merecedora de nossos aplausos. Seus pais, seus, amigos e as lideranças estão muito alegres e a sua escola abriu uma porta para o mundo enxergar em pessoas humildes como ela, a expressão simbólica de um povo que quer saber mais e com isso, conquistar também dignidade. Parabéns Alaíne! Você fez um gol de placa para nós maranhenses que temos muito em que nos orgulhar.
Na trincheira da luta por um Estado emancipado do ponto de vista social, lembramos que no mês de junho acontece no Maranhão, em todos os seus 217 municípios, o que também pode ser chamado de um grande espetáculo a céu aberto: As festas juninas do Maranhão! Para todos perceberem que o Maranhão não é só contraste e desumanidade, mas é folclore, música, alegria, talento e num abecedário cultural dos mais diversificados e ricos do país. Aqui se respira cultura: que vai do Bumba ao Boi, das Quadrilhas ao Tambor de Crioula ou MIna, da Dança Portuguesa (que, a cada ano, fica mais originalmente maranhense) ao Cacuriá e de muitos outros iê iês... anarriès etc... que pairam em cada esquina como que em um grande arraial. Contexto em que são oferecidas comidas típicas com o segredo de uma culinária secular. O encontro do novo cenário popular é escrito pelo talento nato dos cantadores e letristas (poetas) de toadas de bumba-meu-boi. Uma tradição envolvente que arrasta multidões, independente da característica adotada pelo batalhão. Matracas e Pandeirões, Zabumbas, Orquestras e Costas de Mão, tudo ritmado com alusão ao Santo protetor. Aqui também acontece o que alguns teóricos chamam de “Invasão da Classe Média”. A “elite” se diverte e até banca algumas brincadeiras tradicionais. Brincar é bom, fazer parte da orquestra é melhor! Então, venham para o Maranhão. Outro aspecto que tem atraído muitos turistas para a Terra das Palmeira, é a beleza de suas cidades, embora muitas delas não tenham “ainda” infra-estutura para recebê-los. O Maranhão, formado por 217 municípios, tem muito a mostrar para o mundo por meio da cultura secular de seu povo. Das Baixadas ao Sertão, dos Cocais ao Baixo Parnaíba, Da região do Tocantins ao Gurupi... O Maranhão é um berço esplêndido e apesar desse sentimento, ainda amarga péssimos indicadores sociais. Trata-se de um Estado abençoado e a maioria de seus filhos resiste bravamente há anos. Sabe-se que é preciso investir no povo formador desse Estado.
O Jornal de Itapecuru, na medida do possível, tem colocado em suas páginas faces de um Estado que muitos maranhenses não conhecem. Traz sempre à discussão, temas relevantes e que julgamos de interesse para informação e formação de seu povo. Por isso mesmo, profissionais deste Jornal têm viajado pelo Maranhão para distribuir, em textos, suas belezas culturais, naturais e de saberes, com todos os irmãos brasileiros e, quem sabe, possam ajudar encontrar soluções para problemas que perduram há décadas.
O Maranhão do hino à Lua, à Terra, às Estrelas e ao Mar! Maranhão sagrado no coração e mente dos poetas cantadores de boi. Maranhão da Lua Cheia, do Urro do Boi, Maranhão da Lua Cheia, Maranhão da lembrança do Amor. Maranhão da Sereia que coisa mais linda que passa na Ponta d’Areia.