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Publicada em: 29 de maio de 2006
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O presidente da Assembléia Legislativa, deputado João Evangelista (PSDB), defendeu na abertura do “Ciclo de Debates – Desenvolvimento Sustentável no Maranhão”, uma conjugação de forças, envolvendo políticos, poder público, empresários e sociedade, com vistas a discutir um plano estratégico de desenvolvimento para o Estado. “Não devemos mais continuar com a mesmice política. Precisamos é de unir esforços, independente de ideologias e facções, pelo bem do Maranhão. O único partido que temos de abraçar é o do interesse público”, declarou.

Segundo Evangelista, um modelo de desenvolvimento para o Maranhão deve contemplar o emprego de mão-de-obra e a utilização racional dos recursos naturais, entre outros pontos. “Costuma-se dizer que o Maranhão tem tudo dado pela natureza. Não é bem assim, porque há uma parcela expressiva da população que não tem ainda cidadania, que está à margem das políticas públicas e do desenvolvimento”.

O presidente defendeu o incentivo, “por meio de políticas transparentes e de maior eficácia”, às classes produtoras maranhenses e aos investidores nacionais e internacionais para que modernizem seus empreendimentos e possam trazer investimentos para gerar novos postos de trabalho no Maranhão. Isso, dentro de um contexto “com mais dinamismo empresarial e, sobretudo, mais responsabilidade social”. Mas essa tarefa, na visão do presidente da Assembléia, deve ser de todos, e não apenas de um segmento da sociedade.

No entendimento de João Evangelista, o planejamento estratégico do Maranhão deve focar um horizonte de, pelo menos, 14 anos, estendendo-se até 2020. “É preciso planejar a curto, médio e longo prazo”, missão, que, segundo ele, não deve ser responsabilidade apenas de um governo, mas “do município, do Estado e da nação”. Esse somatório de forças, aliado à participação da sociedade, constitui, conforme o pensamento de Evangelista, a força motriz, capaz de impulsionar as mudanças que se fazem necessárias.

O presidente lembrou episódios recentes, como a construção da ponte sobre o Estreito dos Mosquitos e a recuperação da BR-316, em que políticos, empresários, poder público e sociedade estiveram unidos pelo bem do Maranhão, obtendo os resultados pretendidos. “Foram necessárias muitas idas-e-vindas a Brasília para que fôssemos atendidos”.

No caso da BR-316, o presidente da Assembléia chegou a realizar audiência pública, em Zé Doca, com deputados, prefeitos e empresários da região, que depois o acompanharam em comitiva a Brasília. “Fomos lá e dissemos ao ministro (dos Transportes) que o Maranhão precisava ser respeitado”. João Evangelista informou que a ordem de serviço para a recuperação da estrada já está pronta para ser assinada.

Por fim, João Evangelista disse que o modelo de desenvolvimento que defende passa necessariamente pelo crivo do Poder Legislativo. “Por ser a Casa do Povo, a Assembléia está tomando a frente deste processo para que juntos possamos discutir o desenvolvimento sustentável e elaborarmos uma proposta de política de desenvolvimento para as atuais e futuras gerações”.


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Inclusão: 29/05/2006