O presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro-Norte (Adecon), Adalberto Tokasrki, fez um apelo às classes empresarial e política do Maranhão para participarem mais efetivamente do projeto. Ele entende que o corredor contribuirá substancialmente para o desenvolvimento do Maranhão. “O Corredor Centro-Norte será o principal corredor de exportação do Brasil”, disse Adalberto Tokasrki.
Ao participar do ciclo de debates sobre o Desenvolvimento Sustentável do Maranhão, promovido pela Assembléia Legislativa. Adalberto Tokasrki fez uma explanação sobre a importância do corredor para o desenvolvimento do Estado. A princípio, ele fez um relato das rotas do corredor que abrangem os Estados do Mato Grosso, Tocantins, Pará e o Maranhão e a importância da Ferrovia Norte-Sul. Segundo ele, a ferrovia vinha avançando apenas 10 km por ano, mas as ações desenvolvidas pela sociedade organizada a partir de 1997, fez com que esse projeto avançasse; até agora já foram realizados 12 eventos, sendo que o de hoje contabiliza-se em mais uma ação para que o corredor seja efetivamente instalado.
A primeira comitiva composta de 40 empresários do Mato Grosso, São Paulo, Goiás e do Tocantins, ao Porto do Itaqui, aconteceu em 1998, a partir de então, as discussões em torno da criação do corredor tornaram-se uma constante.
“Nós queremos provocar a classe política em defesa do corredor. Nós queremos que o Maranhão aproveite uma das mais eficientes ferrovias do mundo – A Ferrovia Norte-Sul”, disse Adalberto Tokasrki. Ele afirmou que a Ferro Norte, no Mato Grosso, tem uma média de velocidade de 20 km/h enquanto que a ferrovia Carajás chega a 80 km/h, em média. “O nosso corredor é mais eficiente do que a outra saída (Centro-Sul). Nós temos aqui uma ferrovia eficiente. Mas a classe política precisa apresentar projetos para a utilização dessa ferrovia, não só para o transporte de minério de ferro e soja”, disse.
Adalberto Tokasrki entende que, com a Ferrovia Norte-Sul avançando, se forem elaborados projetos para trazer empresas, elas virão. “Nós precisamos aproveitar que a ferrovia Norte-Sul está avançando e instalar outros tipos de indústrias ao longo dela”.
Ele disse ainda que, para haver desenvolvimento, as cadeias produtivas precisam ser fomentadas. “A contribuição do corredor para o Maranhão, é inestimável. O portal de entrada dos produtos está aqui. Existe todo um leque de oportunidade que o corredor está gerando e o Maranhão pode ocupar”.