DE: Luis Alves de Lima
AO: Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra
DATA: 25 de Janeiro de 1841
CAPTULAÇÃO DOS ÚLTIMOS REBELDES
PEDROSA
“(...) No dia 11 do corrente saí eu desta Capital com destino a Vila do Icatu decidido a obrigar Pedrosa e sua gente a depor as armas, caso não o fizesse, voluntariamente, como preveni (...). Esse chefe de 1400 rebeldes, alguns dos quais já se tinham apresentado, veio à minha presença, e certificou-me que não só ele tinha sido convidado para vir com toda a gente influir na mesa eleitoral d’aquella Vila, como nem toda ela estava disposta a depor as armas (...); dispus as minhas tropas e ordenei que ele fizesse entrar toda sua gente mesmo armada, e caso não fizesse iria desarmá-lo à força mesmo fora da Vila. Tremendo Pedrosa obedeceu-me; entrada a gente passei-a em revista, e na frente dela ordenei que depusessem as armas; não hesitaram, e logo me obedeceram. Recolhidas as armas anistiei-os”.
RAIMUNDO GOMES
“(...) Dali segui para a Miritiba onde escondido se achava Raimundo Gomes, por saber eu que ele não se entregaria a outro senão a mim (...) Chegando eu a Miritiba mandei por uma escolta dizer a Raimundo Gomes que viesse sem susto à minha presença que nenhum mal lhe faria e no caso contrário .......... assim consegui .......... aquelas matas os chefes dos sediciosos e o trouxe para a Capital. Mais de 700 rebeldes se apresentaram na Miritiba além de 900 em Icatu e de outros errantes que continuam a apresentar-se em todos os pontos (...)”.
OS QUILOMBOLAS
“(...) Não existe hoje um só grupo armado, exceto cerca de 200 negros quilombolas que acompanham o Cosme sempre errantes e perseguidos, e que bem cedo serão capturados, como foi o seu maior número que excedia a dois mil (...)”.
“(...) Não existe hoje um só grupo armado, exceto cerca de 200 negros quilombolas que acompanham o Cosme sempre errantes e perseguidos, e que bem cedo serão capturados, como foi o seu maior número que excedia a dois mil (...)”.