Estão sendo entregues desde o dia 28 de abril, pelo Banco do Nordeste, no município de Itapecuru, dois lotes do Pronaf-B. A média é 200 Pronafs por mês, em cada município, sendo que entre os meses de março e abril foram entregues para as comunidades de Itapecuru, 192 Pornaf(s), no valor de R$ 1.000,00, cada. Entre os meses de abril e maio foram realizadas 200 operações, no mesmo valor. De acordo com informações do gerente do Pronaf, na região do Baixo Parnaíba, Rildo Marcedo, essa ação beneficia cerca de 40 comunidades.
O gerente explicou ainda, que o bônus para os trabalhadores é de até três mil reais, sendo que o Pronaf poderá ser renovado, caso o pronafiano cumpra as obrigações que o governo federal exige. Nesse caso, o trabalhador que se mantiver regularizado junto ao Banco do Nordeste, obterá um bônus de 25% do valor total
Para o Vitorino Corrêa Bezerra, 40 anos, casado, pai de dez filhos, trabalhador rural pertencente à Associação dos Produtores do povoado Perna, o atendimento da entrega do Pronaf não estava muito bom. Para ele, no ambiente, local da entrega, estava fazendo muito calor, mas mesmo assim, acreditava que logo seria atendido. Disse ainda o trabalhador: “Aqui tá muito cheio de calor, o pessoal tá muito apertado, mas com certeza daqui a pouco a gente vai ser atendido, era bom ter providenciado um outro local”, disse com paciência. A reportagem apurou que há mais ou menos 40 dias, a ação para entrega dos Pronafs estava marcada para o Itapecuru Social Clube, fato que não aconteceu nesse local porque o diretor do Itapecuru Social Clube recebeu uma aparelhagem de Som, motivo alegado para que os trabalhadores não permanecessem na entidade social. Então, eles foram atendidos num outro local muito pequeno e abafado. O gerente do BNB afirmou que na próxima entrega dos Pronafs o atendimento será melhor.
Ainda segundo o gerente do Pronaf, na área rural, o banco financia qualquer atividade para melhorar a renda do cidadão. “Nós temos um exemplo, no Ceará, que o Banco financiou a compra de uma sanfona (instrumento musical). “O cara era sanfoneiro, é o instrumento de trabalho dele, contando que seja também trabalhador rural”, disse o gerente. Ele explicou que há casos de financiamento de carroça e corte de cabelo.