UM POVO LIVRE, UM ESTADO SOBERANO
Maranhão, Terra das Palmeiras, apresentando a maior diversidade de ecossistema em seu território, que vai da floresta amazônica e litoral a cerrados e pântanos. Possui ainda, um deserto repleto de água e o maior banco de corais da América Latina. Tem posição privilegiada em relação a outros estados, porque encontra no Porto de Itaqui importância comercial para exportação e importação de muitos produtos. Além disso o Maranhão é um dos Estados brasileiros de menor distância em relação à Europa. Esse é o Maranhão que, forma com outros 25 Estados membros e Distrito Federal, o Estado Brasileiro. Cada um deles com suas características e especificidades geográficas, culturais e políticas...
Lamentavelmente a principal diferença que separa o Maranhão dos outros Estados é a situação de pobreza em que a maioria de sua população sobrevive (O Estado tem cerca de 6 milhões de habitantes). Fator que enfeia o cenário humano e nos diminui sensivelmente a estima. Ao verificarmos o mapa do Maranhão, somos obrigados pontuar 100 municípios muito pobres, cujos indicadores sociais aumentam estatísticas do mundo pobre. Isso mesmo. Crianças pálidas e subnutridas com olhares ao desalento, reclamam dessa inoperância que se arrasta faz anos. Olhar que precisa tocar na alma de quem governa ou de quem governou, ou então: nosso povo não terá motivo para se orgulhar de sua pátria-Maranhão. (Fator sentimento)
Dados estatísticos são necessários para comprovação da tese, mas basta darmos uma olhada da nossa janela ou de outras janelas para nos depararmos com um ambiente hostil a seus habitantes. Para reverter este cenário não basta sensibilidade dos governantes, mas também vontade de construir um novo cenário, a partir da valorização do homem no seu próprio ambiente. Cada esquina do Maranhão, não importa se rural ou urbana, cabem projetos, ações e políticas públicas de resgate do ser humano que lhes possibilitem cidadania. Aos governantes, o papel histórico de reverter esse quadro lastimável em que legião de maranhenses sobrevive à dura sina de um sofrer interminável. Jogados a própria sorte, ou quando não, sendo obrigados a se afastarem de suas raízes para servir de mão-de-obra escrava ou barata em outros locais. Nesta época, é comum a presença de representantes do povo nos locais mais longínquos e de difícil acesso. É tempo de eleição! Após a colheita de votos, o compromisso dos políticos, na sua maioria, desaparece em um passe de mágica. Também são comuns torneios de futebol em localidades antes nunca visitadas em que os times são formados de última hora e, nesse período, têm direito à equipagem completa com o tom que desejarem. Até os que nunca tiveram afinidade com a pelota jogam de titulares, principalmente quem tiver alguma liderança em instituições não-governamentais. Acabou a penúria: a farra é da bola! A colheita é de votos! Na defesa, nas laterais, no meio campo e no ataque, o que o Brasil e estados membros precisam é de políticas efetivas para o esporte amador e profissional desde à base.
Atenção, os políticos estão chegando! Fogos de artifício reluzem em direção aos céus anunciando a nova estação: as eleições que se aproximam. Tapinhas e prosas com os políticos tornam-se constantes e para isso os seus cabos eleitorais constituem excelente elo e facilitam em muito a “aproximação” do povo com o seu representante ou suposto representante. É hora de investir!
As eleições diretas exercem função de extrema importância para a democracia (demo=povo, cracia=governo). Traduz-se no governo do povo, pelo povo e para o povo. Simples, não? Mas na verdade, o povo está longe do poder e cada vez se isola num estado de dificuldades crescentes. Os poderes precisam urgentemente repensarem os seus papéis (Executivo, Legislativo e Judiciário). A imponência dos cargos não permite que muitas autoridades, cujos salários são pagos com recursos da sociedade, escutem direito o clamor da sociedade. Nesse contexto, gente simples soma para que o bolo da arrecadação de imposto diretos e indiretos aumente. Enquanto isso, o que cresce cada vez mais é o vazio que a escravidão moderna provoca. A cada eleição, homens e mulheres tornam-se vítimas de seu próprio destino quando depositam votos de uma confiança geralmente equivocada.
A saída - Investimento maciço em Educação de forma planejada e aplicada pelos e para os semeadores de esperanças, em que haja o engajamento de todas as representações sociais no processo de ensinar e aprender. Assim, construiremos um estado justo, fraterno, humano e harmonioso para os maranhenses. A saída – A educação torna o estado soberano e seu povo livre.
Mas não é só isso, é urgente um olhar para o nosso próprio umbigo. Nosso horizonte está além do que pensamos para nós próprios que, muitas vezes, se restringe a poucos metros de nossas casas, de nossa família ou no rol de amigos, ou do nosso sono tranqüilo. Mas para chegarmos a um estado agregador, em que todos os seus habitantes usufruam dessa terra fértil (que tem grandes extensões devolutas) e é banhado por importantes rios, é preciso enxergar nosso povo! A essência das políticas de educação, saúde e produção ajudam a libertar um povo. Disso todos estamos em comum acordo. É possível construir um estado onde todos participem do desenvolvimento e em que não nos sintamos acorrentados. Olhar e enxergar nossos irmãos maranhenses é dever de todos que têm, de alguma forma, consciência que precisamos mudar esse cenário de estado muito pobre por outro estado real com geração de possibilidades de trabalho para todos os filhos. O Maranhão é rico. O povo é pobre. Isso é no mínimo uma dicotomia, um contra-senso.