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Publicada em: 4 de abril de 2006
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Alguns cuidados básicos com o corpo podem evitar cânceres

A reportagem do Jornal de Itapecuru, sempre atenta as demandas sociais, agendou entrevista com o médico urologista Doutor Antônio de Pádua Silva Sousa – Dr. Pádua. A entrevista aconteceu no começo do mês de março de 2006, No seu gabinete, na Uroclícinca, localizada na Avenida Getúlio Vargas 2259, Monte Castelo, São Luís – Ma. No registro da informação, o repórter Nilson Ericeira que pautou as doenças urológicas, penianas, vaginais e AIDS como o centro das atenções para a confecção deste texto.

O entrevistado falou de política, emocionou-se em muitos momentos da entrevista, mas, principalmente, quando falou da ausência de políticas públicas para a maioria da sociedade brasileira e, em particular, do Maranhão. Fez uma explanação das doenças ligadas ao sexo, como Câncer de pênis. E ainda houve tempo para embargar a voz quando fez referência a sua cidade Natal, São Bernardo do Maranhão. Com vasta experiência profissional, o Dr. Pádua mostrou-se conhecedor não somente da política de saúde maranhense, mas contextualizou e apontou soluções para diversos problemas nas diferentes áreas do conhecimento. Nesse clima que procuramos entrevistá-lo e levar a nosso leitor mais esse serviço de informação jornalística, de utilidade pública, ao mesmo tempo que reconhecer os serviços desse profissional de inestimável valor, do homem pai e filho de bem, do cidadão, ser humano especial e notável, mas principalmente pelos seus feitos pela saúde do Maranhão. com a palavra: Dr. Antônio de Pádua Silva Sousa.

VEJA ENTREVISTA:

J.I.- Existe faixa de idade prioritária no atendimento a doenças urológicas?
Dr. Pádua – As políticas públicas priorizam mais os extremos da vida. As crianças e os adolescentes, os idosos também. A faixa intermediária do homem normalmente está descoberta. De nessa faixa que vai dos 40 anos aos 65 anos, o homem não tem nenhum trabalho, nenhuma política pública determinada.

J.I - Qual é o problema dessa ausência de política pública?
É porque nessa faixa (40 aos 65 anos) que a gente consegue descobrir, ou identificar as doenças, por exemplo, os cânceres de próstata que tem condição de curar. Quando o Câncer está começando, você tem condição de controlar, de curar, você identifica. Normalmente quando o paciente chega acima dos 60, 65 anos, o câncer de próstata, o tratamento, a perspectiva de cura já não é tão grande.

J.I. O que fazer?
Dr. Pádua - Deveria ter uma trabalho de conscientização da população masculina que ele precisa fazer, de alguns procedimentos. Não só de conscientizar, não só de conscientizar, conscientizar e dá oportunidade do paciente ser atendido. Ter acesso ao serviço de Saúde.

J.I - O governo federal tem política nesse sentido?
Dr. Pádua – Não. O governo federal não tem política pública nesse sentido. O governo estadual não tem e os governos municipais também não. Nós sabemos que a grande realidade do custeio ou do financiamento da saúde é do governo federal. Até que os municípios acabam fazendo os serviços por meio do dinheiro do SUS, acabam de certa forma, contribuindo.

J.I – A preocupação em relação às doenças na área da urológica começam a aparecer, geralmente, na faixa etária dos 30 anos. Há alguma iniciativa que possa ser tomada para que o homem, de forma genérica, se cuide?
Dr. Pádua – Pode. Normalmente é o seguinte. Você não pode evitar ter um câncer de próstata. O Câncer de próstata que está comigo. Está comigo. Ele vai se desenvolver num determinado momento. O que temos que fazer é dá diagnóstico precoce. É a mesma coisa que podemos fazer com a mulher. Sabemos que a mulher pode aumentar o câncer de mama com o consumo do cigarro, do shop e desses fatores externos que você pode ajudá-la a se prevenir, mas você não pode evitar. Ainda não temos como curar, talvez com corrida do genoma, novos estudos e conhecimentos. O que nós podemos é prevenir.

J.I – Fale um pouco sobre câncer de pênis.
Dr. Pádua - O Câncer de pênis é muito prevalente. É muito comum em nossa região muito freqüente na faixa etária jovem. Esse um câncer que você pode prevenir com a maior facilidade. Duas coisas: primeiro, lavar o pênis, aseio, depois operar aqueles que apresentam fimose.

JI. – Você tem conhecimento de operação de pênis.
Dr. Pádua – Este ano, já se amputou dois ou três pacientes, um com 29, 39, e 42 anos com câncer no pênis. Por quê? Por falta de orientação.

J.I - Como poderia ter sido evitado?
Dr. Pádua - Poderia ter sido evitado com orientação, falta de informação. Você tem como evitar. Com a higiene, com indicação dos procedimentos cirúrgicos quando forem necessários, com a indicação precoce das lesões pré-cancerígenas. Uma das formas de evitar o câncer de pênis é a higienização do pênis. Limpar bem o pênis.

J.I – Alguém já traz o endereço genético com indicativo este vai ter câncer?
Dr Pádua – Ainda não temos, mas com certeza essa leitura vai ser feita. Algumas alterações, já têm alguns marcadores (...) que prenunciam a possibilidade de não somente ter o câncer, mas qual seria a agressividade desse câncer? Por isso, a possibilidade de identificar mais cedo e tratar mais cedo, de maneira mais agressiva também.

J.I – O que o cidadão comum tem que fazer para ter os serviços de uma clínica como esta?
Dr. Pádua – O problema é que praticamente todos os serviços urológicos do Maranhão estão.aqui em São Luís. Quem não vai para Imperatriz, para Teresina, vem para São Luís. Nessa região de Chapadinha cabe perfeitamente um serviço dessa natureza.


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Inclusão: 04/04/2006