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Publicada em: 4 de abril de 2006
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Por Gonçalo Amador Nonato(*)

Desde muito moço ainda, Benedito Busar já dava sinais de competência, seriedade, militância política, conhecimento do Estado do Maranhão, por meio de sua eterna vocação pela comunicação que mais tarde se consolidaria com muitas obras e textos memoráveis, nos jornais, revistas, TV e outros tantos meios que tiveram o privilégio de tê-lo em suas redações. Busar nasceu em Itapecuru e é o primeiro filho de Abdala Buzar e de Deonila Bogéa Buzar.

Como disse, a sua veia literária talvez tenha iniciado quando dos seus primeiros estudos no grupo escolar Gomes de Sousa. Tudo leva crer que áurea do ambiente o fez muito bem, uma vez ser a escola em homenagem a um outro poeta de igual valor e também filho nobre de Itapecuru.

Em São Luís estudou no Colégio dos Irmãos Maristas e no Liceu Maranhense. Após ter concluído o científico foi para o Rio de Janeiro e obteve aprovação no exame vestibular para a Escola de Agronomia da Universidade Rural. Mas a vocação de Bendito Busar sempre foi servir ao povo do Maranhão e os Itapecuruenses, em particular. Perto dessa gente e em outras áreas do conhecimento. Tanto é verdade que trancou a matrícula e retornou ao Maranhão, em 1962, e ingressou na Faculdade de Direito e tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1966.

Ponto final, que nada, Busar segue a trilha e, ainda no curso de Direito, ingressou na política partidária. Filiou-se ao Partido Social Progressista – PSP e foi candidato a deputado estadual nas eleições de 1962 e obteve expressiva votação em Itapecuru. Sua passagem pela Assembléia Legislativa conforme mandado que o povo de Itapecuru garantiu deveria ser de 1963 a 1967, caso não tivesse o seu mandato cassado pela própria Assembléia, em 1964, em plena hegemonia do regime de exceção ( regime militar).

Bendito Busar é um espelho, um exemplo evidente para todo maranhense que quer seguir a carreira jornalística, política e conhecer seu próprio estado com sapiência e louvor. Consagrado pelas inúmeras obras e textos jornalísticos escritos ou televisados, Busar teve também uma carreira no campo da comunicação que dar sentido a trilha de homem predestinado a cultura, as letras e ao professar dos grandes mestres. Só para que se tenha uma idéia da grandeza desse ser especial, de sua autoria, já foram publicados os seguintes livros: “A Greve de 51: 34 dias que abalaram São Luís”; “Fiema: Vinte anos de lutas e vitórias”; “Politiqueiros, politicagem, politiquice, política do Maranhão”; “100 anos de telefonia no Maranhão”; “Neiva Moreira: O jornalista do povo”; “Vitorinismo: lutas políticas no Maranhão”, e “Vitorinista e Oposicionista. Ingressou no jornalismo no jornalismo teve a coluna Roda Viva , no Jornal do Dia, de 1968 a 1973. Depois, transferiu-se para o Imparcial, e, em seguida, para outros jornais nos quais assinava coluna política, nos anos 70 e 80, sendo, em seu tempo, a mais prestigiada de São Luís. Na atividade jornalística, colaborou ainda com os Jornais “O Debate” e “O Estado do Maranhão” e nas revistas “Projeção”, “Impacto” e “Legenda”, da qual foi secretário. Por mais de dois anos, produziu e comandou o programa Maré Alta, na TV Ribamar. Na área da iniciativa privada foi Assessor de Comunicação da Federação das Indústrias, SESI e SENAI e na Cultura foi Presidente do Conselho de Cultura do Estado do Maranhão e membro do Instituto Tancredo Neves, da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Seguindo a trilha de um grande mestre, Busar ingressou no magistério superior, como titular da disciplina Ciências Políticas, do Curso de Administração da Universidade Estadual do Maranhão. Busar sempre teve uma atuação notável por onde passou, na administração pública, começou como técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Maranhão, em 1968, ocupando cargos importantes naquela autarquia. Com a extinção da SUDEMA, trabalhou nas Secretarias de Administração e Cultura, sendo da última, Sub-Secretário e posteriormente Secretário, no Governo João Alberto. Foi Gerente de Articulação e Desenvolvimento da Região do Itapecuru, no Governo José Reinaldo. Na administração indireta estadual, prestou serviços no Escritório Técnico de Administração Municipal, na MARATUR e no SIOGE, exercendo em ambos o cargo de diretor-Presidente. Em todas instâncias da administração pública a presença de Benedito Busar sempre foi marcante e decisiva, em 1968, saiu da administração pública estadual para a esfera federal em que também contribuiu enquanto servidor da Fundação Educar e mais tarde da Delegacia do Ministério da Educação no Maranhão. Na área municipal não foi diferente exerceu cargos importantes na Prefeitura de São Luís: Chefe de Gabinete do Prefeito e Secretário de Educação, Cultura e Ação Comunitária, no período de 1979 a 1984.

O lugar de Busar também é na Academia, um intelectual do vulto de Bendito Busar só poderia encher de garbo seus pares naquela Casa de homens bons iguais a ele cuja contribuição para gerações de maranhenses se faz tão necessária para a Educação como a água e o ar respirado pelos maranhenses. O mestre Benedito Busar ocupa a cadeira nº 13, cujo o patrono é José Cândido Moraes e Silva.

Nossos irmãos maranhenses de Itapecuru e regiões orgulham-se dessa contribuição que este nosso filho ilustre tem dado à humanidade. Seguindo a trilha, é tempo de me despedir dessa fonte de reflexões a respeito da biografia, história, vida e ensinamentos de um filho de mente Iluminada. De São Luís, de Itapecuru, ele é cidadão do mundo. Por isso o reconhecimento por meio da Medalha do Mérito Timbira, Medalha João Lisboa do Mérito Cultural, Medalha Daniel de La Touche, Medalha Manuel Odorico Mendes, Medalha do Mérito Mauá e com a Ordem dos Timbiras, Medalha do Mérito Legislativo Simão Estácio da Silveira.


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Inclusão: 04/04/2006 - Alteração: 04/04/2006