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Publicada em: 4 de abril de 2006
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Páginas da nossa história são contadas por meio dos meios de comunicação. Com o Jornal de Itapecuru não tem sido diferente. A cada edição, na contagem regressiva do tempo, pauta grandes acontecimentos no Brasil, no mundo e em particular, no Maranhão. É do nosso interesse cobrir o nosso Estado e apontar caminhos para a devida aplicação dos recursos públicos, ao mesmo tempo que instigar, pesquisar e inquirir atitudes suspeitas. Sabemos que esperam pelas políticas públicas milhares de maranhenses em muitos casos, órfãos há décadas.

Quem não sonha com um Maranhão Próspero à altura de seu povo? Quem não sonha com educação de qualidade para seus filhos num torrão de tantas personalidades? Quem não sonha em sonhar com um Estado justo, humano, igualitário e feliz, em que a distribuição de renda seja eqüitativa em forma de emprego, produção, saúde, educação, saneamento e outras políticas públicas de igual peso para todos os maranhenses? Quem sonha o contrário disso, não sonha, mas tem pesadelos com a situação de miséria a que todos fomos submetidos.

O Maranhão de norte a sul e de leste a oeste merece ser próspero e feliz. Em todos os povoados, em toda sua extensão, seus habitantes estão ligados pelo sentimento do sonho de ser cidadão.

Viveremos um ano de Copa do Mundo e eleições. A primeira como alento para nossas angústias e tristezas imanentes; a segunda para mais uma vez termos a oportunidades de escolhermos representantes e delegarmos procurações para nos representarem. São eles que decidirão o futuro do Maranhão, são eles a quem transferimos os sonhos de deixarmos ser pobres e sem perspectivas e os credenciamos a lutar para que o cenário dos nossos municípios possa ser realmente digno de um povo valente, ordeiro, inteligente e capaz. Se de um lado, a permanência de chagas vergonhosas como a do analfabetismo, subnutrição, tuberculose, déficit de moradias, latifúndios e todas as fomes que ainda perduram, em pleno século XXI. Por outro lado, há uma luz no fim do túnel, quando a democracia nos possibilita a alternância no poder de homens livres e capazes. Vamos ter a oportunidade de, neste ano de Copa do Mundo, vibrar não só com o placar da nossa seleção canarinho, mas, sobretudo, alterar o placar desfavorável para os maranhenses que ainda continuam com os piores indicadores do país, quiçá, mundial. É certo que se tem registrado esforços pontuais no sentido de reverter essa des(ordem). E pode, ela não é a lógica, mas a consequência.

Se por acaso, nos tornarmos indiferentes a esses indicadores maléficos, estamos cortando a nossa própria carne, nosso umbigo, e perdendo a nossa essência de humanos e nos tornando ferus.

O Maranhão de 217 municípios, igual números de prefeitos e vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, 4 senadores, 3 deles representam o Maranhão e mais 1 que morre de amor por ele, um governador e um vice-governador. Maranhão de rios, lagos e mar. Maranhão de portos privilegiados e estradas de fácil acesso, pela viabilidade de seu território. Maranhão das letras, da poesia, do encanto, da mística, dos casarões. Maranhão Athenas, Maranhão, apenas! Não precisa ir muito longe: pedintes urbanos, rurais,nas cidades ou no campo. É só olhar a triste paisagem nas ruas e avenidas da capital São Luís.

O Maranhão dos nossos sonhos é igual para todo mundo. Onde haja emprego, saúde, trabalho, educação, produção e cidadania. Qual o maranhense que não sonha assim?


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Inclusão: 04/04/2006 - Alteração: 04/04/2006