De 06 a 15 de setembro, os itapecuruenses homenagearam a santa padroeira Nossa Senhora das Dores com muita alegria e fé. Durante dez dias uma vasta programação animou a cidade. O tema da festa desse ano foi “Caminhando com Maria ao Encontro de Jesus Eucarístico”. Desde a abertura, seguiram-se novenas, oração do terço e missas, além de leilões com a participação da população, no sentido de angariar recursos para a reforma da igreja matriz, o ponto alto da festa aconteceu dia 15 com a tradicional procissão e missa campal solene para centenas de pessoas.
Quanto a espiritualidade em torno de Nossa Senhora das Dores, trata-se de uma devoção muito antiga, na qual Nossa Senhora é venerada enquanto tendo sido traspassada, no alto do Calvário, por uma espada de dor, à vista da Paixão e Morte de seu Divino Filho. Ela se uniu perfeitissimamente ao sacrifício do Redentor, pelo que mereceu ser chamada por muitos santos e teólogos “Corredentora do gênero humano”.
A devoção às dores de Maria tem um fundamento bíblico nas palavras proféticas do Velho Simeão: “Tua alma será atravessada por uma lança”. Aliás, o próprio Evangelho põe em evidência a presença de Maria ao pé da cruz: “Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe”. A presença de Maria era uma presença de solidariedade nas dores do Filho com nossa redenção.
Muitos padres da Igreja, como Santo Éfrem, Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Bernardo, fizeram comoventes considerações sobre as dores da Mãe de Deus. Esta devoção deve-se, na Igreja, sobretudo, à pregação dos Padres Servitas desde o ano de 1230 e entrou na liturgia como memória por obra do Papa Bento XIII em 1724.
A festa põe em destaque a participação ativa de Maria nos sofrimentos redentivos de Cristo. Ela nos faz, também, compreender a necessidade de unir nossos sofrimentos aos de Cristo. É uma lei do Cristianismo: Quanto mais um cristão se aproxima de Cristo, tanto mais ele deve, igualmente, aproximar-se da cruz. Maria soube, portanto, mais do que ninguém, participar da Paixão de Cristo.
“Minha mãe dolorosíssima, não vos quero deixar sozinha a chorar, mas quero vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me uma compreensão sempre maior da paixão de Jesus e vossa, para que em todos os dias de minha vida eu possa ser solidário com as pessoas que sofrem, vendo nelas vossas dores e as do meu Redentor. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o céu, onde espero cantar a misericórdia divina do Pai por toda a eternidade. Amém”.