Marinho apresentou uma relação de contratos a serem investigados, muitos ligados à diretoria de Tecnologia, que, segundo ele, é controlada pelo PT.
Marinho pediu para a CPI apurar os contratos vinculados a engenharia, manutenção e empresas terceirizadas subordinadas à diretoria de Tecnologia e os que envolvem seguros de sistemas e produtos.
Marinho citou ainda o ministro Luiz Gushiken, ao sugerir a investigação de negócios fechados com agências de propagandas, ligadas à Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica.
Já o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, foi apontado por Marinho como possível relação com a aquisição de cofres em 2002.
O ex-diretor de compras solicitou ainda a investigação de todos os contratos de transporte de carga (áereo, fluvial e superfície), ligados à diretoria de operações, além de apurar a aquisição de equipamentos postais. Marinho insinuou irregularidades em agências franqueadas dos Correios, muitas, segundo ele, ligadas a parlamentares e partidos.
Ele enumera também à CPI a investigação da compra de tênis pelos Correios.
As declarações de Marinho esquentaram o clima de seu depoimento à CPI, iniciado na noite de ontem. O ex-diretor de compras cita constantamente o secretário-geral do PT, Silvio Pereira, como responsável pelo controle da área de Tecnologia dos Correios e surpreendeu ao falar em Gushiken e Delúbio. As afirmações de Marinho foram bem recebidas pela oposição.
Apesar de considerá-lo contraditório e envolvido no esquema nos Correios, pefelistas e tucanos acreditam que o exdiretor de compras conhece de perto as irregularidades na empresa e pode apontar mais indícios de corrupção.
Já a base aliada do governo busca desqualificar as insinuações de Marinho sobre os contratos nos Correios. Os parlamentares da base governista dizem que o ex-diretor de compras adota uma tática diversionista, comparando-o à postura que vem sendo adotada pelo deputado Roberto Jefferson, presidente licenciado do PTB.