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Fonte: Edição 98 - Maio / Junho de 2005
Publicada em: 1 de agosto de 2005
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Por: Antônio Cardoso de Almeida


O 1º Dia de Campo da Cultura do Arroz foi realizado em São José da Prata, município de Miranda do Norte. Representantes de diversas comunidades rurais e de gestores municipais da região estiveram presentes, bem como o Gestor da Casa da Agricultura Familiar da Região do Itapecuru Jerônimo Mendes, o Gerente Regional Valter Carvalho, o Superintendente do NEPE Antonio Gualhardo Prazeres, o Superintendente de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Jorge Fortes, representando a Secretária de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural Conceição Andrade, e muitos outros participantes.

Em São José da Prata, assim como em outros municípios do Maranhão, existe uma unidade de observação de arroz de terras baixas, com variedades pesquisadas por técnicos da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. São elas: Paranazinho e Ipameri. O dia de campo serviu para a apresentação dessas variedades a todos os participantes, principalmente os produtores. O objetivo foi dar a eles a oportunidade de conhecer, escolher e cultivar novos tipos de arroz, para alavancar a produção agrícola do Estado, muito tímida para o Maranhão, que já foi o maior produtor nacional de arroz, e hoje em quarto lugar, corre o sério risco de perder esta posição.

“O alimento mais consumido por nós, não é produzido por nós”, ressaltou preocupado Jerônimo Mendes da CAF. Ainda segundo ele, o que se quer é resgatar a cultura do arroz. “O dia de campo vem proporcionar ao produtor conhecimento de novas variedades, aquisição de novas tecnologias que possibilitem a retomada da produção a nível de agricultura familiar”, disse. Já o técnico Pedro Otaviano Neto, que auxilia o projeto, destacou que as variedades trazidas de Goiânia podem substituir o arroz lajeado, pois tem um ciclo aproximado e não possuem características típicas dessa variedade como o pêlo e o acamamento. “As novas variedades não têm essas características e são bem aceitas junto às comunidades rurais”, declarou.

Durante o evento, os técnicos da Embrapa, em parceria com o Instituto do Agronegócio do Maranhão – INAGRO e o Governo do Estado, tiraram em duas estações de trabalho as dúvidas dos pequenos produtores e todos ficaram entusiasmados com a possibilidade de crescimento. Para o presidente da Associação dos Produtores Rurais do Povoado Prata Marcos Evangelista Almeida, as mudanças só acontecem se colocarmos os ensinamentos em prática. Mudanças que podem aumentar a produção de arroz na comunidade Conceição Rosa. “O que estamos vendo aqui é uma inovação em termo de agricultura na região. Nossa comunidade fica ás margens do Rio Itapecuru e com certeza vamos plantar as duas variedades”, avaliou Raimundo Mendes de Carvalho, pequeno produtor.

Ao observar in-loco as variedades de arroz Paranazinho e Ipameri, os pequenos produtores fizeram suas escolhas. Agora podem plantá-las com a ajuda do Governo do Estado, que tem uma tarefa fundamental nesse processo: a assistência técnica. “Prioritariamente o governo pretende com o acompanhamento técnico implementar nas comunidades rurais uma tecnologia mais avançada, que substitua o sistema artesanal de produção. Como conseqüência teremos aumento de produtividade e aumento da renda do agricultor familiar”, complementou Jorge Fortes, da SEAGRO.


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Inclusão: 01/08/2005