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Fonte: Edição 98 - Maio / Junho de 2005
Publicada em: 1 de agosto de 2005
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Esta é a situação da Rodoviária Municipal Constantino Zaqueu. Inaugurada na última administração do prefeito José Lauande, este espaço já teve seus tempos áureos, onde o passageiro poderia se dirigir a ela, na certeza de que encontraria ônibus para viajar. Depois de um período ininterrupto de funcionamento, passou algum tempo quase abandonada sem ao menos uma lanchonete. De lá para cá o movimento despencou de tal forma, que nem os ônibus utilizam mais a plataforma da rodoviária de Itapecuru para as suas paradas.

“Aqui não tem nada de bom”, declarou Marcela Mendes Fonseca, que já teve o comércio assaltado várias vezes. Ela também informou que com a pouca movimentação sobram bêbados e muitos infortúnios no local. Aliás depois de uma recente reforma o espaço está limpo, bem organizado, mas com o movimento que em nada parece com o corre-corre típico de terminais rodoviários. O de Itapecuru perde, por exemplo, para o da cidade de Vargem Grande, servida pela mesma rodovia e por onde passam as mesas linhas de ônibus. “A rodoviária de Vargem Grande está sempre lotada”, comparou Maria das Dores Nascimento, passageira, uma das poucas que ainda utiliza o terminal Constantino Zaqueu. Para se ter uma dimensão da situação, nem os agentes das empresas de ônibus ficam no local, o que dificulta a compra de passagens.

“O problema pode estar na falta de fiscalização por parte dos órgãos responsáveis pelo monitoramento do transporte intermunicipal e interestadual”, afirmou Amadeu Santana Lira, um dos funcionários da administração do terminal. Opinião compartilhada por Marilene Campelo de Sena, comerciante. “Se existisse fiscalização, os ônibus voltariam a parar aqui como antes”, disse. Os comerciantes, assim como Dona Marilene, reclamam do prejuízo e da possibilidade de fecharem as portas.

Cabe à prefeitura encontrar uma solução para o que ocorre com o terminal rodoviário, tendo em vista que os ônibus fazem paradas no centro da cidade, onde se concentram a maior parte dos passageiros, mas não querem utilizar as plataformas da rodoviária.


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Inclusão: 01/08/2005