GUERRA DECLARADA I
A guerra declarada da vingativa senadora sem ministério, contra o Governo do Estado, só tem prejudicado a população miserável do Maranhão, que, por incrível que possa parecer, são seus eleitores. Dizem que na eleição de 2006 a “poderosa” vem com força total, não sei onde conseguiu depois das sucessivas derrotas. Preparem-se! É neste momento que daremos a resposta que há muito tempo ela merece. Vamos lembrá-la de que o “nosso governo” não faz parte de sua herança, mesmo que o seu querido pai o tenha prometido em testamento. Já basta os quarenta anos de desmandos.
GUERRA DECLARADA II
Depois da informação de que dos 100 municípios mais pobres do país, 85 estão no Maranhão, quem declara guerra aos usurpadores do erário público é o povo, cansado de sofrer, de passar fome, de ser humilhado, de ser desvalorizado, de ser posto à margem das políticas públicas, de projetos inúteis, de programas que não funcionam, de falsas promessas, de políticos corruptos e demagogos, da política vil, dos discursos descabidos, da antidemocracia...
O POVO QUER SABER
O que fazia o ex-prefeito e a ex-primeira-dama, humildemente vestidos e com chapéus de palha na cabeça, na comissão de frente da passeata dos trabalhadores e trabalhadoras rurais em homenagem ao Dia do Trabalho? A reclamação foi geral, principalmente entre os lavradores, e a pergunta que se ouvia era: O que eles estão fazendo aqui?Por que estão aqui? É, só colhemos o que plantamos. Quem semeia vento, caríssimos leitores, colhe tempestade. Por outro lado a encenação fez parte de um ensaio para a subida nos palanques em 2006. São os hormônios venais que já começam a se agitar. O povo já está sabendo. Estamos de olho.
TRAGÉDIA
A morte recente de um funcionário da Cemar durante o trabalho, que também deixou duas pessoas gravemente feridas, nos mostra que não basta somente os investimentos maciços em segurança, exigidos por lei, é preciso ter bom senso e prestar muita atenção no que se está fazendo. O que aconteceu não foi um acidente, uma fatalidade, ou mesmo o pobre funcionário teria que morrer naquele dia. O que vimos foi um erro inadmissível. Perguntar não ofende: Será que foram realmente observadas todas as medidas de segurança?Sabemos que errar é humano e é por este motivo que reiteramos que sejam apuradas as responsabilidades e que a empresa não obrigue as famílias atingidas pela tragédia, a entrarem na justiça para terem assegurados seus direitos. Seria, com certeza, mais uma tragédia.
INSS
Finalmente já dispomos dos serviços do INSS em nossa cidade, graças aos esforços do atual prefeito e de parceiros, como o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. O posto devidamente instalado e em pleno funcionamento vai absorver a demanda local e de cidades vizinhas. Esperamos que os constrangimentos e humilhações passados nos postos do INSS de todo o Brasil, inclusive no de Chapadinha, não sejam transferidos para o de Itapecuru, porque o povo não merece e paga cada centavo gasto com os serviços oferecidos.
INICIATIVA
Parabéns a prefeitura por ter trazido para tão perto da comunidade as discussões sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes, numa cidade onde esta prática criminosa tem chocado a população com fatos dignos de compor as páginas policiais. Os casos não são raros, como muitos imaginam, que o diga as denúncias averiguadas pelo Conselho Tutelar. Denúncias que podem e devem se transformar em processos e ter como conseqüência a prisão do envolvido. Vamos rasgar a bandeira da impunidade e ajudar os agentes da lei a salvar nossas vidas das garras impiedosas dos monstros que continuam à solta.
PERDIDA I
Perdida no tempo está a rica história de Itapecuru, por falta de um interesse coletivo de conservação e estímulo ao resgate de nosso passado. Esse passado não tem registro e a população perdeu as referências históricas, tão necessárias ao fortalecimento de sua identidade cultural. O mínimo que se deseja é que seja definida uma política clara para a cultura, sob pena de estarmos jogando na lata do lixo nossas perspectivas de futuro.
PERDIDA II
Quando nosso passado e a nossa história perdida, for encontrada nos pequenos detalhes do confuso mosaico de todos os tempos, poderemos por fim à alienação dos conterrâneos e de quebra conseguir tirar da cartola uma política de turismo séria, que possibilite o desenvolvimento e a valorização da cultura local, permitindo o engajamento dos protagonistas da histórica em sua difusão.
ALÔ, ALÔ, MARCIANO
A ausência de um trabalho de produção nas rádios locais, têm permitido que alguns locutores percam a noção do ridículo. Outro dia ouvindo determinado programa, não consegui assimilar a informação, quase soletrada pelo digníssimo “radialista”. Tenho certeza que muitos ouvintes tiveram a mesma impressão. Entendam que não estou generalizando, mas também sei que este não é um fato isolado. Na programação, parece que todos em Itapecuru gostam de forró. E isso não é verdade, falta critério. Vamos deixar o alô, alô, marciano, apenas na interpretação de Elis Regina. Sem se trumbicar, comuniquemos com o máximo de profissionalismo, pois o grande público não é baú de “qualquer coisa”.