Na Assembléia Legislativa, a deputada Helena Barros Heluy exortou seus colegas parlamentares a participarem da audiência pública, realizada no período da tarde, que discute a suposta instalação de um Pólo Siderúrgico na ilha de São Luís.
A deputada entende que antes de chegar a conclusões apressadas é preciso ouvir os técnicos, cientistas, entidades da sociedade civil organizada e também os moradores das comunidades a serem despejadas para instalação do projeto.
Helena reafirmou posição já assumida com relação ao assunto, de não ser contra o progresso, nem mesmo contra a instalação das siderúrgicas no Maranhão.
Reflete, no entanto, que não quer a expulsão de mais de 14 mil pessoas de uma área onde a sobrevivência é assemelhada à de pescadores e lavradores.
Para ela não basta ir a Vitória do Espírito Santo e conversar com técnicos e autoridades do meio ambiente locais. Os técnicos e cientistas que compareceram hoje à audiência pública podem esclarecer muito bem os parlamentares e a população sobre os efeitos danosos da instalação de siderúrgicas em ilhas como São Luís. E recordou a época que antecedeu instalação da Alcoa, quando se prometia um bem-estar nunca visto para São Luís. Estranhou, ainda, que o deputado Antônio Bacelar (PTB), que em princípio se manifestou contra a instalação das siderúrgicas, tenha mudado completamente de idéia após uma visita à cidade Vitória do Espírito Santo, onde se acha instalada a Siderúrgica de Tubarão.
Segundo Helena Heluy, os impactos sociais provocados pela siderúrgica de Tubarão foram muito fortes, inclusive aumentando a incidência de violência naquela capital. A deputada ainda se referiu à matéria publicada na última edição do Colunão, do jornalista Walter Rodrigues, sob o título “Uma Caravana Desatenta”. Contestou, também, conclusões do relatório da Fhorum Consultoria, contratada pelo governo do Estado, que apontam que o solo de São Luís é igual ao de Vitória. “Em São Luís não há montanhas”, desmentiu. “O Pólo Siderúrgico não será um bem para São Luís, uma cidade Patrimônio Cultural da Humanidade localizada a apenas 6 quilômetros da área reservada para as Siderúrgicas”, disse.
Helena Heluy destacou informações dos pneumologistas, segundo as quais é alta a incidência de asma, bronquite e outras moléstias em Vitória do Espírito Santo e suspeita-se que as finíssimas partículas de carvão aspiradas pela população sejam responsáveis também pela alta incidência de Câncer.
No final de seu pronunciamento, Helena Barros Heluy solidarizou-se com o deputado Luiz Pedro (PDT) censurado pelo prefeito Tadeu Palácio no programa do partido quando tentou falar sobre os impactos sociais e ambientais que podem ser causados pela instalação de um Pólo Siderúrgico na ilha de Upaon Açu.