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Fonte: Edição 98 - Maio / Junho de 2005
Publicada em: 1 de agosto de 2005
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O presidente Luiz Iná cio Lula da Silva disse no Japão que a reforma da ONU é “inadiável” e que é natural que os dois países lutem juntos por esse objetivo.

A declaração de Lula foi feita durante discurso no Parlamento do Japão. Lula arrancou aplausos dos parlamentares ao reforçar o apoio à “democratização” do Conselho de Segurança – a exemplo do Brasil, o Japão também está pleiteando uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

“Todos devem compreender que um Conselho de Segurança que não reflita a atual realidade, que não assegure representação adequada a países em desenvolvimento, terá sua legitimidade contestada em detrimento do multilateralismo que queremos reforçar”, disse o presidente.

Lula aproveitou para parabenizar o empenho do governo do primeiro-ministro Junichiro Koizumi pelo diálogo e o envolvimento japonês para reduzir as tensões entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul.

“O Brasil tem igualmente procurado dar sua contribuição à paz e à harmonia, especialmente em nossa região”, disse o presidente.

COMÉRCIO

Como essa viagem tem um grande foco na área de comércio e investimentos, Lula não deixou de citar em seu discurso indicadores econômicos positivos no Brasil.

Ele salientou que deseja que o Brasil volte a ser prioridade nos investimentos feitos pelos japoneses e que não quer que eles vejam o Brasil apenas como uma fonte de matéria-prima.

O Brasil já teve uma corrente de comércio considerável com o Japão, mas os negócios diminuíram muito nos últimos anos.

O Japão representou menos de 5% das importações brasileiras no ano passado, perdendo mercado para a China.

A importância das importações do Brasil na balança comercial japonesa também é pequena. Segundo os dados do Ministério das Finanças do Japão, apenas 0,8% dos que os japoneses importam é de origem brasileira.


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Inclusão: 01/08/2005