O presidente Luiz Iná cio Lula da Silva disse no Japão que a reforma da ONU é “inadiável” e que é natural que os dois países lutem juntos por esse objetivo.
A declaração de Lula foi feita durante discurso no Parlamento do Japão. Lula arrancou aplausos dos parlamentares ao reforçar o apoio à “democratização” do Conselho de Segurança – a exemplo do Brasil, o Japão também está pleiteando uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.
“Todos devem compreender que um Conselho de Segurança que não reflita a atual realidade, que não assegure representação adequada a países em desenvolvimento, terá sua legitimidade contestada em detrimento do multilateralismo que queremos reforçar”, disse o presidente.
Lula aproveitou para parabenizar o empenho do governo do primeiro-ministro Junichiro Koizumi pelo diálogo e o envolvimento japonês para reduzir as tensões entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul.
“O Brasil tem igualmente procurado dar sua contribuição à paz e à harmonia, especialmente em nossa região”, disse o presidente.
COMÉRCIO
Como essa viagem tem um grande foco na área de comércio e investimentos, Lula não deixou de citar em seu discurso indicadores econômicos positivos no Brasil.
Ele salientou que deseja que o Brasil volte a ser prioridade nos investimentos feitos pelos japoneses e que não quer que eles vejam o Brasil apenas como uma fonte de matéria-prima.
O Brasil já teve uma corrente de comércio considerável com o Japão, mas os negócios diminuíram muito nos últimos anos.
O Japão representou menos de 5% das importações brasileiras no ano passado, perdendo mercado para a China.
A importância das importações do Brasil na balança comercial japonesa também é pequena. Segundo os dados do Ministério das Finanças do Japão, apenas 0,8% dos que os japoneses importam é de origem brasileira.