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Fonte: Edição 97 - Abr/2005
Publicada em: 29 de julho de 2005
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Ortoépia – A dupla prosódia


A ortoépia cuida da pronúncia normal e correta das pa lavras. Por outro lado, a prosódia preocupa-se quanto à posição da sílaba tônica nas palavras de acordo com as normas da língua culta. Ao seu uso indevido dá-se o nome de silabada ou erro prosódico. A dupla prosódia consiste na aceitação, pela norma culta, de duas pronúncias para a mesma palavra. Vamos conhecer algumas dessas palavras: acróbata e acrobata; hieróglifo e hieroglifo; ortoépia e ortoepia; oceânia e oceania; projétil e projetil; resístor e resistor; xérox e xerox; entre outras. Observe que há alternância de posição da sílaba tônica, sem que, necessariamente, seja considerado um erro quanto ao uso pela norma culta. Convém lembrar que o mesmo não ocorre com as palavras a seguir, que são paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba).

Observe ainda que a sílaba tônica é aquela que se pronuncia mais forte na palavra e que nem sempre vem acentuada. Exemplos: boêmia e não boemia; gratuito e não gratuito; rubrica e não rúbrica. Relativamente a xérox e xerox faz-se necessário deixar claro que não tem “nada a ver” com a empresa, pois sendo “a empresa” substantivo próprio, cabe a ela dizer como querem que a chamem. Por exemplo: Dário ou Dario? (substantivo próprio-nome de pessoa); Tâmara ou Tamara? Tárcila ou Tarcila? Mírian ou Mirian? A resposta mais sensata para xérox ou xerox (as duas formas estão corretas e em uso), está no paradigma (modelo) da língua portuguesa devidamente lexicalizado que são Tórax e Pirex. Ora, quem fala tórax fala xérox e não há erro do mesmo modo que, quem fala Pirex fala xerox. Um paradigma interessante e único é o vocábulo cuim (resíduo de arroz que serve de alimento para alguns animais). É dele que buscamos a pronuncia correta para ruim apesar de muitos ainda preferirem a forma errada ruim. “É ruim hein! Até a próxima”.


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Inclusão: 29/07/2005