No dia 06 de junho aconteceu, em Itapecuru Mirim, um Seminário sobre os Direitos Humanos, promovido pela Paróquia Nossa Senhora das Dores. Este encontro teve a presença de várias pessoas ligadas a movimentos, pastorais e organismos da sociedade em geral e, como palestrante o Promotor Público Dr. Benedito Coroba, que abordou a temática dos direitos humanos a partir da Campanha da Fraternidade-2009 que reflete sobre a Segurança Pública. Dr. Coroba começou a reflexão lembrando-se da situação dos nossos idosos. Eles que tanto sofrem maus tratos na família, nos filas de repartições públicas e, sobretudo na questão do acesso à saúde pública. Chamou a atenção da platéia para a questão dos poderosos que detém o poder e que não cumprem a Constituição Federal no tocante aos direitos adquiridos e lá ratificados. Também afirmou que estamos num "sistema econômico de exclusão" que precisa ser rompido e transformado.
No segundo momento, depois de lanche, foi aberta a discussão sobre a temática em trabalho de grupo. Nos grupos foram refletidas duas perguntas que ajudaram a ampliação do horizonte reflexivo. São elas: Em que o seu relacionamento com Deus tem lhe ajudado a viver a fraternidade? Qual sua contribuição enquanto cidadão/cidadã, para que haja segurança pública? Os grupos refletiram e responderam da seguinte forma: para a primeira: procurando entender a necessidade do outro; confiando em Deus, no irmão e com os irmãos lutar para defender os seus direitos; um convite a cumprir a máxima de seus mandamentos de Deus: amar a Deus sobre todas as coisas, não amar outros deuses, não chamar seu nome em vão e quem ama o próximo não cobiçar sua mulher(homem), não roubar, não matar, assim nós estreitamos este relacionamento que é fundamental e indispensável para uma realização fraterno-social. Acolher o outro com respeito e igualdade; quando há prática da partilha, no respeito ao próximo com gestos concretos; tendo presente os princípios da paz, mantendo-se informados sobre eles; e, quando há consciência sobre a igualdade das pessoas (Deus não faz acepção). Manter a dignidade e respeito para com as pessoas excluídas; saber escutar as pessoas e fortalecer o amor. Ter um relacionamento com Deus leva ao relacionamento maior com o irmão (escuta).
Já para a segunda pergunta disseram: respeitando o outro com a atitude de saber os seus direitos e dos outros; uma busca de entendimento com os vizinhos sobre atitudes relacionadas a coleta do lixo; excluir a discriminação; praticar os conhecimentos adquiridos sobre os direitos humanos e fazer conscientização; buscando ajudar pessoas com necessidades e respeitando os seus direitos; contendo-se em atitudes moderadas, visitas à delegacia e tomando consciência de que a segurança pública é nossa. Aproveita-se a experiência de vida para aconselhar os mais jovens; assume-se com coragem a lutar pelos direitos, através de conscientização das mentes sobre a realidade. Ora, quando educamos nossas crianças, respeitamos o meio ambiente como meio indispensável para vida. Por fim, quando discutimos soluções para problemáticas sociais, político-econômicas e, quando reconhecemo-nos como iguais - sem distinção de classes sociais ou etnia racial. A partir destas respostas fica um rol de ações que podem nos ajudar na prática da busca pela concretização dos direitos humanos, hoje tão questionados pela sociedade civil que se ver atormentada com o "medo institucionalizado" pelos organismos de comando da mesma sociedade. O encontro valeu para que pudéssemos abrir mais o leque de reflexão no que concerne a temática proposta. Fica o apela para ampliarmos mais este debate a todas as pessoas que querem um mundo melhor.