Satisfação I
Há 31 anos, eu ainda morava e estudava no recém-criado município de Presidente Vargas, fazia o antigo Ginásio Bandeirantes, na Unidade Escolar Santa Luzia, encontrei-me com um jovem, filho daquela cidade, que morava e estudava aqui, em Itapecuru, de nome Alberto Pinho que se fazia acompanhar do fotógrafo de nome Sampaio.
Satisfação II
Quando nós conversávamos discutíamos o futuro de nossa terra. Até que uma das vezes chegamos á conclusão da necessidade de criarmos um clube de jovens a fim de fazermos algo diferente àqueles que tinham poucas perspectivas.
Lembro-me de todos os companheiros da época entre eles Miguel Figueiredo e Chico Gato.
Alberto Pinho foi eleito o primeiro presidente e o editor desta coluna, o vice-presidente. Mas como Alberto morava em Itapecuru, sobrava para mim a responsabilidade de reunir com os jovens.
Satisfação III
Um dia, o então presidente Alberto Pinho nos comunicou que iria levar os integrantes do Clube de Jovens de Itapecuru para nos fazer uma visita, na nossa Presidente Vargas. A notícia nos foi recebida com muita alegria. De imediato nos incorreu a preocupação de que forma deveríamos receber a visita dos jovens.
Conclusão: recebemos os jovens num lugar estratégico à beira do riacho Gerson Uchoa, lugar agrabilíssimo que tinha fontes para banho.
Mas não lembro os jovens que foram à cidade de Presidente Vargas, naquela época. Lembro-me apenas do fotógrafo Sampaio. Quem sabe alguém me ajude neste resgate!
Satisfação IV
Só consigo me lembrar de que os jovens da época eram do Colégio Leonel Amorim, de Itapecuru, sob a liderança do professor Raimundo Nonato Ferraz que fez um belo discurso, em cima de uma cadeira, à beira do riacho.
O mestre Nonato Ferraz, com seu discurso eloqüente, confirmava que Itapecuru era o berço da cultura tendo em vista que os jovens desse município gostavam de ler e escrever. E continuou o seu discurso...
Hoje me sinto satisfeito com os itapecuruenses de modo geral, pois quando criamos a página de opinião no Jornal de Itapecuru, tínhamos dificuldades para fechar a página e atualmente, para a nossa satisfação, muitos dos jovens de Itapecuru estão despertando para a questão textual, ou seja, estão escrevendo artigos e enviando para nossa redação. Isso nos anima a fazer jornalismo e continuar contribuindo com a sociedade.
Satisfação IV
Registro aqui a grande contribuição do saudoso João Silveira que muito nos ajudou a escrever a história desta cidade. Também aos professores Edna Ferraz (viúva do professor Ferraz), com suas poesias e contos, a professora Sandra Luzia, com seus artigos sobre nossa cidade e, finalmente, ao bancário e professor Pedro Mendes, com seus artigos de Português. Também num contexto bem especial, aos jornalistas Benedito Buzar e Raimundo Filho, pelos bons serviços e prestados à sociedade e ao Jornal de Itapecuru.
Destaque também para uma nova geração que contribui com o nosso Jornal, entre eles, os jovens Theotônio Fonseca, Alex Mamede e Breno Jansen. A bem da verdade, o Jornal de Itapecuru é um patrimônio de Itapecuru para os itapecuruenses.
O nosso agradecimento
A ti, Itapecuru. A teus filhos, que escrevem a tua história. Aos que lêem este Jornal. Aos que anunciam. E, principalmente, aos que contribuem para o crescimento e fortalecimento deste periódico. Nossos agradecimentos também aos que nos criticam construtivamente, pois essa atitude nos motiva a acertar.
Trajetória de um grande homem I
De offce-boy a governador, essa é a trajetória do deputado João Evangelista. Nascido em São João Batista, o presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão, assumiu interinamente o governo do Maranhão, por força constitucional e em decorrência do governador Jackson Lago e do vice-governador pastor Porto, que na ocasião eles se ausentaram do país. João Evangelista permaneceu no cargo durante cinco dias que representam um marco na história desse grande maranhense.
Trajetória de um grande homem II
Lendo o brilhante artigo de autoria de Cunha Santos, filho do saudoso Cunha Santos, publicado no Jornal Pequeno, edição do dia 13 de julho, pude consolidar ainda mais a minha convicção a respeito da história e postura política do deputado João Evangelista. Sem tratar da remissão histórica a que o texto nos remete.
Trajetória de um grande homem III
“Por cinco dias apenas. Por enquanto, pois nenhum de nós sabe para onde nos encaminha o destino. Cinco dias que, certamente, que coroaram a capacidade de luta de um comerciário que chegou a gerente de lojas; de um diretor de Centro Social Urbano chegou a vereador; de um vereador que chegou a presidente da Câmara Municipal de sua sociedade; de um presidente da Câmara que chegou a deputado; de um deputado que, por duas vezes, se tornou presidente de Assembléia Legislativa de seu Estado, um presidente que naquele oito de julho, cercado de amigos, era, finalmente, o governador do Maranhão”. Do texto de Cunha Santos, publicado no Jornal Pequeno, com o qual concordamos e nos sentimos orgulhosos da trajetória desse grande homem que é o deputado João Evangelista.