Eu professo,
Tu professas,
Ele professa...
Consideramos a luta dos professores brasileiros de vanguarda e histórica neste país. Eles são responsáveis juntamente com a família pela transformação dos nossos filhos. Muito de nós não os valorizamos como deveríamos. O que pensar ao dizermos que o Estado constituído não os valoriza da maneira que merecem?
Ao longo da história eles existem, conduzem, professam, lutam, laboram, exercitam a cidadania e mostram os caminhos. Pense nisso. Já pensou! Então queremos direcionar nossa escrita a esses profissionais do saber que, na maioria das vezes, sobrevivem com parcos recursos oriundos de salários ainda muito baixos. Tão baixos que não conseguem projetar aulas de economia dentro de seus lares para, quem sabe, nas férias, poderem usufruir de prazeres acessíveis a quase todos os cidadãos ditos de classe média. Salários e tão baixos que não conseguem ter ferramentas básicas que funcionam como ferramentas para o interagir. Mas há um alento: já foi pior.
Professar é um sacerdócio e interagir é uma obrigação para aqueles cujo desafio da sociedade da informação é cada vez mais exigente. Com tanta informação nas novas mídias, o professor ainda carece de estruturas mínimas e indispensáveis a esse sacerdócio. Isso afeta decisivamente no contexto macro da educação.
Mas par a passo nós vamos construindo uma nova realidade. O governo federal anuncia salário base – Piso Nacional para o Magistério de R$ 950,00 em regime de 40 horas. A mídia tem tornado tão forte esta propaganda que até parece que um novo Brasil acaba de ser descoberto. Pasmem! No Maranhão e em outros estados da federação esse piso não passa de retrocesso puro, uma vez que já algum tempo, apesar de não ser o ideal, o nosso Estado já paga a seus professores salários semelhantes. De repente você numa encruzilhada tão forte que todos chegamos a pensar que algo mágico acontece ou ficamos feito baratas tontas persuadidas pela forte e colossal mídia brasileira.
Então vamos à chamada! Estão sentados à mesma fila: os bebezinhos (nas creches), os da Educação Infantil, os alunos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio; os médicos, os engenheiros, os jornalistas, os prefeitos, vereadores, e todos os profissionais de forma geral, afinal somos seres políticos e sociais. Portanto é na sala de aula que se forja toda a sociedade. Enquanto nas salas de aula da vida, como que num conjunto universo, muitos professores dedicam-se a esse sacerdócio com abnegado amor, porém lhes faltam condições essenciais para transformar suas intenções, apenas subjetivas, em fatos concretos. Viva! Eu estou me preparando para a vida! Eu sou cidadão!
Concebe-se à escola como um espaço privilegiado, mas o fazer educacional, felizmente perpassa a esse ambiente e chega às instâncias sociais, afinal o homem deve ser preparado para a vida. Agora é moda ter-se indicadores forjado em instituições governamentais como aferição de capacidades. Fator no mínimo dúbio se não for contraditório, em virtude das diferenças que há no Brasil, país eminentemente continental, por tanto, de cultura diferenciada até mesmo dentro de um mesmo espaço geopolítico.
Acreditamos num município melhor, num Estado justo, num país em que se valorize o professor a partir de seu status formador, transformador e agregador de valores que ultrapassem a tese propagandista tão somente. Mas nem tudo está perdido.
Em princípio esse Piso Nacional vai contemplar de 1,5 milhão de professores das redes oficiais, uma vez que 1,1 milhão de professores já recebem mais do que esse valor. Esse é um lado do contraste que nem sempre mostra os lados da moeda.
O professor precisa ser usado menos como figura de retórica (nunca deveria) e sentir-se valorizado a partir de si próprio, sem pretensiosismos, mas consciente da faculdade de valores que agrega e que é indispensável para formação de uma sociedade menos doente. Muitos pensam e até acreditam que educação é somente sala de aula, professor, aluno, talvez por isso que continuem chutando pedras. Até um dia!