Maranhão, chão do meu país
A responsabilidade dos veículos de comunicação deve ser a de informar seus leitores com maior precisão possível. Do chão de Itapecuru – Maranhão, temos tentado olhar para o mundo, mas focamos nossa razão nos habitantes do nosso Estado e angustiamo-nos, muitas vezes, com as feridas que ainda assolam grande parcela da nossa população.
Resistimos a intempéries de todos os sentidos. Mas contamos com um razoável número de colaboradores, anunciantes, leitores e simpatizantes os quais têm nos ajudado a seguir à trilha. A eles o nosso fiel cumprimento com a justiça e com a persistente conquista da igualdade por meio de mensagens-notícias verdadeiras. Onde a notícia está, dispomo-nos a coletá-la, afinal o interesse é publico.
Nossas edições são produzidas a sol e frio conforme a estação, mas sobremaneira estamos sendo reconhecidos como um dos veículos importantes do Maranhão. No Maranhão, raramente temos ventos mais forte ou chuvas desoladoras, mas temos o fenômeno da exclusão social que envergonha a nós e ao mundo. Os barrancos não desmoronam porque não existem depreciações de solos tão significativas quanto em outros estados. Há um déficit de moradias muito grande, uma vez que até o momento não se tem política para isso. Esperamos que agora se realize.
Isso impulsiona nosso corpo a não se dobrar por nada. “Água que rola solta não cria limo”, principalmente se esta água sacia sede de justiça. Por isso continuaremos firmes igualmente a pedras miúdas que formam rochas e cidades à peça-jornal, com erros (muitos).
Estamos numa nova fase da nossa história. Esperamos escrevê-la, literalmente, de outra forma. Esperamos (de esperança) ilustrações de crianças nutridas, não porque escolhidas, mas porque são filhos do Maranhão livre, do Brasil soberano. Temos esperança de nem nós nem ninguém amargarmos indicadores sociais desoladores, estatísticas cruéis. Queremos ser um povo feliz e que não tenha que ser altivo apenas em períodos de Copa do Mundo ou do falseamento da representatividade dos poderes. Queremos fazer valer tanta exuberância de torrão fértil, de um povo disposto e que não sofra dos males da exclusão. Queremos nos curar do facismo dos tempos modernos.
Estaremos sempre apostos para denunciar, se preciso for, mas também para reconhecer os avanços que estão sendo prometidos, já faz tempo. Maranhão torrão de meu país.