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Publicada em: 25 de outubro de 2006
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Os números mentem?

No primeiro turno para as eleições no Maranhão alguns institutos de pesquisas perderam feio. Alguns veículos entraram no mesmo barco e saíram divulgando equívocos em cima de equívocos. Os números formaram curvas sempre ascendentes em favor de uns e descendente para outros, conforme o interesse de quem interessava. Agora entenda essa função! Mas se todo não valeu pela vexatória divulgação, valeu pelo resultado que deixou patrícios e plebeus com as barbas de molho. Agora, mais cautelosos, parecem imprimirem um rumo lento para novamente não caírem no discreto. Dessa forma, nos sentimos satisfeito em divulgar o nome de todos candidatos a governador neste Jornal. Acreditamos que todos são importantes no processo de construção de um estado melhor, por isso nos valemos desta peça para publicar todos indistintamente.

Mas no segundo turno já começaram certas disparidades que o leitor avisado jamais acredita. Entendo até que as máscaras das pesquisas tenham mudado de lado e sem nenhum julgamento prévio ao tecnicismo destas, rogamos no direito de duvidar. Os políticos sabem da força que as palavras verbais ou escritas têm a ponto de exercerem papel preponderante no sentido de arrebanhar votos. Num estado e num país em que vencer significa chegar em primeiro lugar, há de se considerar a considerável influência que têm os números estampados pela mídia como supra-sumo da verdade. Caso fóssemos analisar o resultado veríamos que não representou a amostragem real dos TRÊS, ou seja, o resultado das urnas.

Esperamos que ao amanhecer do dia 30 de outubro, (segunda-feira) o Maranhão já tenha o novo governador e o Brasil, o seu presidente. Sabemos que milhões de brasileiros estão na expectativa e renovam as esperanças de conquistarem situações dignas na sociedade por meio de ações dos novos governantes.

Passada a euforia e a animosidade que a campanha eleitoral provoca, o novo governador do Maranhão deve começar a montar o seu quadro de assessores para compor a equipe de governo. Já se sabe que os critérios não fogem aos outrora vividos na máquina administrativa, ou seja, critérios políticos e técnicos se sobreporão. Isso é de praxe. É comum ver-se após as eleições as cobranças dos aliados e dos que não eram aliados, pelo poder. Ao longo da história, as composições de governo obedeceram a essa tônica. Mas há se perceber que Estado do Maranhão é composto por todos os seus habitantes, todos os seus filhos. É urgente que se governe para todos, com espírito público, retidão de caráter, probidade, moralidade, sensibilidades e, sobre todos os princípios, o da honestidade. É para alguns poucos milhões de maranhenses que o novo governo tem que dirigir suas ações. A clareza dessas ações deve vir quando os resultados forem contabilizados. Enquanto eles compõem a máquina, cujos discursos se repetem: “a máquina está quebrada, o Estado está no vermelho, não há recursos, precisamos enxugar a máquina, reforma administrativa, censo do servidor, retenção de despesas, otimização de recursos e, por aí vai... Precisam ser executadas políticas públicas de ambientação humana desde à gestação até à etapa sênil. Os pequeninos seres maranhenses que estão sendo gestados nos ventres de suas mães já precisam ter tratamento digno desde a origem e, de aí em diante, apenas uma seqüência de políticas que lhes proporcionarão uma vida digna aqui, neste estado, no Maranhão.

Nossos rótulos, nossas doenças, sobretudo as de origem social, precisam ser combatidas na raiz. Os novos administradores, apenas porque passarão algum tempo sem cargos de confiança em nível estadual, precisam aceitar as regras do jogo e assim como os demais servidores do quadro lutarem por condições dignas de salários e condições de trabalho, mas de forma lúcida, clara, em aceitando as condições impostas pelo Estado, fazer viver com os recursos de sua fonte intelectual e física , e, não se permitir roubar ou deixar roubar. Casso esta postura seja admitida, o Maranhão tirará milhares de maranhenses da orfandade social, aqueles cujo sol e céu parecem não serem os mesmos. Aqueles que enfrentam dificuldades de toda a ordem na luta pela sobrevivência física e orgânica. É para esses maranhenses que os olhos e corações das novas autoridades precisam se voltar.

Da mesma maneira que o Jornal de Itapecuru vem se comportando do ponto de vista editorial, o fará de agora em diante, sempre vigilante ao que a população do Maranhão quer saber. O Jornal de Itapecuru não pretende esmiuçar os fatos, mas colocá-los de forma clara na casa de todos os maranhenses, com a pretensão que cada leitor faça a sua leitura do Maranhão e, com isso, também se sinta, em algum lugar deste Estado, contemplado ou não com as políticas que estiverem, ou não, sendo implementadas pelas autoridades. Isso é jornalismo!


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Inclusão: 25/10/2006