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Publicada em: 15 de setembro de 2006
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Em agosto, a CAF de Itapecuru com as outras dezesseis que existem no Maranhão completam três anos. Com a criação da Casa de Agricultura Familiar, os produtores tiveram suas vidas facilitadas. Há quase 20 anos o Maranhão ficou sem um órgão de extensão rural, a última que existiu foi a Emater (Empresa Maranhense de Extensão Rural). Quando o Maranhão era governado por Luiz Rocha, foi implantada em cada município maranhense, uma unidade de atendimento ao trabalhador rural. Compunha-se de engenheiros agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas, assistentes sociais e outros. Nesse período o Maranhão alcançou o segundo lugar em produção de grãos, disputava com Goiás, o título de maior produtor agrícola do Brasil.

Reflexão sobre a produção agrícola do Maranhão

Nesse contexto, Itapecuru só produzia menos que Balsas, que, nessa época, iniciava sua produção de soja. Período em que surgiu em Itapecuru a chamada “Festa do arroz”. Essa produção vinha principalmente do pequeno trabalhador rural. Depois que mais de 20 anos se passaram, tudo que consumimos , ou quase tudo, vem de outro estado: o arroz, o feijão, o milho e até a farinha de mandioca que era quase que exclusivamente nossa, agora vem de fora. Os bancos que foram criados para dar suporte aos trabalhadores rurais, até pouco tempo não tinham memória agrícola (calendário de safra). O Banco do Brasil que tinha como objetivo principal fomentar a agricultura já não sabia mais trabalhar com o pequeno trabalhador rural. A Festa do Arroz não existe mais, nossa população, antes caracterizada como rural, passou à urbana (à época, mais de 70% da nossa população era de trabalhadores rurais e produziam, menos de 30% da população era urbana). Atualmente, vê-se um outro cenário: mais de 65% da população está na zona urbana, enquanto menos de 30%, residem na zona rural. (dados do IBGE, censo agropecuário de 1990). O campeão de produção de arroz e idealizador da Festa do Arroz está no ostracismo. Trata-se do senhor Luiz Gaúcho.

O Maranhão que antes se orgulhava de ser o segundo maior produtor de grãos, hoje está humilhado, de joelho. De todos os péssimos indicadores o Maranhão é o primeiro colocado. Por último, descobriram que a pior BR do Brasil encontra-se no Maranhão.

A idéia iluminada que cria as CAF(s) é do governador José Reinaldo

Uma idéia que se transformou numa ação sensata de um governante. Uma espécie de Emater com outra roupagem. As Casas de Agricultura Familiar com três anos de vida, vêm fazendo verdadeira revolução no campo. Os trabalhadores rurais do Maranhão voltaram a produzir e ter acesso ao crédito (o Maranhão é hoje o primeiro colocado em adaptação de recursos do Pronaf, no Nordeste). Quanto à assistência técnica, mesmo com suas limitações, já está mais próxima do trabalhador. No Maranhão, facilmente se encontra uma comunidade que tenha sido atendida por alinha do Pronaf.


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Inclusão: 03/10/2006 - Alteração: 03/10/2006