Por: Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Hoje resolvi falar de educação por meio de uma remissão histórica a um passado não muito distante e homenagear alguns secretários de educação dos inúmeros governos que passaram no Maranhão desde 1979 (e antes da minha chegada a São Luís) até nossos dias. O primeiro secretário de educação do qual tive contato foi o professor Raimundo Medeiros Lobato, do qual me aproximei após ser designado por uma empresa de segurança e conservação para trabalhar como servente na casa dele. É claro que dentro dos meus 1,57 cm de altura não poderia ser segurança da sua residência, ocupei a segunda função. Ainda bem que hoje eu tenho estatura. Ali, na residência dele, na época Rua do Apicum, teria sido o meu começo, caso o meu primeiro chefe não tivesse mudado de idéia e me encaminhado para o prédio da Seduc, local onde conquistei amigos e que tem sido minha maior escola durante toda minha vida, por que não dizer universidade.
Momento em que encontrei pessoas da categoria de Anny Mary Lemos Maia, Nivaldo Machado, Marina Diniz (Auxiliar Operacional que dediquei um dois meus poemas), Francisco de Assis Ximenes (cujo nome de escola estadual é mais de que justo e merecido) e tantos outros amigos que serviram e servem de eternos professores... Diante deles, sinto-me um Foca, um filho... Mas o tempo passou. Antes disso é comum observar funcionários falando dos secretários de educação anteriores a minha decolagem da bela cidade de Arari à capital do Maranhão em 1979, quando governava Maranhão, João Castelo. Entre os secretários soava forte os nomes de Rosário Nina, Pedro Dantas Rocha Neto, Orlando Medeiro, José Maria Cabral Marques, Luís de Moraes Rego, Carlos Magno Duque Bacelar, Jerônimo Pinheiro, Maria de Fátima Silva Fonteles. Se a minha memória não me enganar foram sucessores do querido Professor Lobato, o mestre Antônio Carlos Beckman, cuja consideração perdura e ultrapassa a passagem dos tempos e que, para minha felicidade, foi meu professor no Curso de Comunicação da Ufma. Muito obrigado por tudo professor! Nunca imaginei que o destino fosse colocar um simples servente frente a frente na universidade em que eu pude tirar duvidas de Língua Portuguesa das quais persistiram até o nosso novo encontro; eu como aluno e você: o lente! Tanta emoção! Depois seguiram no cargo de secretário, os professores Lêda Maria Chaves Tajra, (governo Luiz Rocha), João Pereira Martins Neto, Conceição Raposo ( cuja sapiência, em se tratando de educação do Maranhão, referendo com um dos maiores nomes), Nerine Lobão, Fernando da Costa Castelo Branco, deputado Gatão Vieira, Jorge Murad, Danilo de Jesus Vieira Frutado, Luís Fernando Silva, meu amigo Altemar Lima, Edson Nascimento e, por último, Lourenço Vieira da Silva.
Esta publicação tem o objetivo de servir de fonte de pesquisa para supostos trabalhos, mas principalmente colocando como que um mapa dos homens públicos que exerceram o cargo de secretário de educação. Lá no fundo poder-se-ia homenagear de uma única vez, importantes secretários adjuntos que contribuíram em larga escala para que a educação do Maranhão desse vôos mais altos. Destaco, dessa forma e, como se falasse em nome de todos os funcionários e secretários adjuntos da Seduc, a inesquecível professora Anna Maria Patello Saldanha a quem rendo honras de ícone dessa política que transforma o homem e permite que pessoas como eu que de simples filho de sapateiro pudesse ocupar as importantes funções que começou como servente, datilógrafo, jornalista, professor, chefe de setor e coordenador e assessor de comunicação, em apenas 27 anos de serviço. Ela que juntamente com outros renomados técnicos da Seduc deram vida ao Projeto-Ação A Hora da Virada”. Cujas fotos encontrei nos arquivos de u grande jornal do interior do Maranhão. Haja emoção!
Outro aspecto que também me deixa feliz é o contexto dessa história que é como se fosse um pedacinho de da minha composição biológica. Detalhe: não me subscrevo mais como feirante porque não estou desempenhado mais essa atividade, contudo muito me honra ter aprendido com os feirantes nos seis anos que trabalhei na feira da Cidade Operária, mas não é justo continuar usando um título tão digno.
Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Poeta, professor, jornalista e estudante de Psicopedagogia